domingo, fevereiro 24, 2013

[Livro] Percy Jackson A Maldição do Titã


Olá leitores! Chegamos ao último domingo de fevereiro..e  que tal começarmos a semana falando dos nossos queridos semi – deuses?


Sim senhores! Chegamos ao terceiro livro da Série dos Olimpianos.Mais o que esperar desse livro? Muita ação é claro, e muitas personagens novas. E o que não poderia faltar...uma nova profecia:

"A oeste, cinco buscarão a deusa acorrentada,
Um se perderá na terra ressecada,
A desgraça do Olimpo aponta a trilha,
Campistas e Caçadoras, cada um brilha,
A maldição do titã um deve sustentar,
E, pela mão do pai, um irá expirar." 
Riordan, Rick A Maldição do Titã, pag 97

Para quem já conhece a série, sempre fica a pulga atrás da orelha a respeito das Profecias, e essa não seria diferente. Pois, a profecia costuma ficar bem clara praticamente ao final .

Mais, uma vez o autor nos encanta com a sua narrativa, e descrição de personagens e lugares. A Maldição do Titã segue a linha dos livros anteriores, seguindo a temática e tentativa de Cronos destruir os Deuses Olimpianos.

Percy irá enfrentar novos perigos, contando com a ajuda de quem menos esperar. Eu vou ficando por aqui, se não... spoilers vão aparecer. Mas, se ficou curioso... é melhor conferir de perto essa aventura mitológica. ;)

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

[Livro] Persuasão


Começamos o blog falando de Jane Austen, e porque não falarmos mais um pouquinho dela?  Escolhi o livro Persuasão, escrito por volta de 1816 e publicado em 1818 um ano depois da morte da autora, e este  foi o último romance completo dela.

Enredo

O livro conta a história de Anne Elliot, filha de um baronete, que sete anos antes de nossa história foi apaixonada por um rapaz pobre: Frederick Wentworth, que é inteligente e ambicioso, e que apesar dessas qualidades foi impedida pela família de contrariar matrimônio. Com isso percebemos um pouco da sociedade que Anne está inclusa.
Anne tem duas irmãs: Elizabeth, que assumiu as funções da casa após a morte de sua mãe, muito bonita e com intenção de casar com um herdeiro rico. E Mary que é a mais nova, tem os nervosos aflorados e é casa com o herdeiro de Uppercross Hall, Charles Musgrove.
Com 27 anos, a nossa personagem principal já está “velha” para o casamento e ela está resignada com esse status e no começo do romance tem uma preocupação maior, ajudar o pai a tomar a decisão de arrendar ou não a propriedade da família:
Abandonar Kellycnh Hall” A insinuação  foi no mesmo instante considerada pelo Sr Shepherd, cujos interesses estavam envolvidos na redução de gastos de Sir Walter e que estava absolutamente convencido de que nada poderia ser feito sem uma mudança de residência” Austen, Jane Persuasão pag, 25

Pelo o que se percebe pelo trecho, a família está passando por necessidades financeiras e decide se mudar .



Localização



Os Elliots, (Sir Walter e Elizabeth), decidem se mudar para Bath,  uma cidade localizada ao sudoeste da Inglaterra, deixando Anne para receber os novos moradores, que são parentes de Frederick.
Sendo forçada a ir para a casa da irmã, Anne percebe que o retorno e encontro com o ex – noivo é iminente. E ele ocorre, após um incidente com o filho de Mary.

“Dois minutos depois do aviso de Charles, os outros apareceram; estavam na sala de estar. Seu olhar cruzou rapidamente com o do capitão Wentworth, uma inclinação de cabeça, uma reverência, ela ouviu a voz dele; ele falou com Mary...” Austen, Jane Persuasão pag 69 

Eu criei certa expectativa nessa passagem, esperei que ele falasse com ela, mais o que se nota é o ressentimento da personagem, e com o passar do texto, ele começa a se interessar por outra mulher deixando Anne confusa com seus sentimos. 
Eu criei certa expectativa nessa passagem, esperei que ele falasse com ela, mais o que se nota é o ressentimento da personagem, e com o passar do texto, ele começa a se interessar por outra mulher deixando Anne confusa com seus sentimentos.


Quando ela finalmente compreende seus sentimentos Frederick está interessado em Louisa, até a moça sofrer um acidente e ele sentir remorso.  Anne vai para Bath encontrar a família e começa a ser cortejada pelo Primo William Elliot, que herdará a propriedade do pai.  Nesse trecho vemos Lady Russell, tentando persuadi-la a casar com o tal primo.  

O boato se espalha e toda a cidade, imagina que isso realmente vai acontecer. Louisa, melhora e a família vai visitar Bath em busca de vestidos de casamento. Mais ela não vai casar com Frederick, e as esperanças de Anne são renovadas, porém ela não sabe o que se passa na cabeça do capitão.  Em uma tarde, ele escreve, e eu particularmente considero o momento mais romântico do livro:

“ Não posso mais ouvir em silêncio. Devo falar-lhe  com os meios que estão a meu alcance. Meu coração está dilacerado. Estou em estado de semiagonia, semiesperança. Não me diga que cheguei tarde demais, que sentimentos tão preciosos se foram para sempre. Ofereço-me uma vez mais com um coração ainda mais seu do que quando quase o partiu, há oito anos e meio. Não ouse dizer que um homem se esquece mais depressa do que uma mulher, que o amor dele conhece primeiro a morte. Nunca amei outra pessoa. Injusto, posso ter sido, fraco e rancoroso posso ter sido, mas nunca inconstante.  Apenas por sua causa eu viria a Bath, Apenas por sua causa penso e planejo. Não percebeu tudo isso? Não foi capaz de compreender os meus desejos? Eu não teria esperado sequer estes dez dias caso tivesse lido seus sentimentos, como acredito que deva ter interpretado os meus.  Mal consigo escrever. A cada instante ouço algo que me angustia. Sua voz se abaixa, mas posso reconhecer os tons dessa voz mesmo quando se misturam aos demais. Boníssima, extraordinária criatura! Faz-nos justiça sem dúvida. Acredita que existam a verdadeira afeição entre os homens. Acredite serem mais ardentes, mais inalteráveis, em

F.W.

“ Preciso ir, incerto quanto ao meu destino. Mas voltarei aqui, ou me reunirei a seu grupo o mais depressa possível. Uma palavra, um olhar, serão o bastante para que me decida a ir à casa de seu pai esta noite ou nunca”” Austen, Jane Persuasão pag. 238

Por essa passagem, já imaginem o restante dos acontecimentos.  E o que Persuasão nos mostra?  Para mim mostra que em 1816, estamos tendo uma mudança da sociedade o antigo Rico ( Sir Walter) está sendo sucedido pelo novo rico ( Frederick), que ganhou sua fortuna por sorte ou com conquista pela Marinha, e que apesar de idade Anne pode realizar o grande desejo da época que Ra o casamento.

Gostou da resenha?  Leu o livro e não gostou? Deixe um comentário. ;)

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

[Livro] O guia do mochileiro das galáxias

NÃO ENTRE EM PÂNICO!




Douglas Adams se mostrou um escritor maravilhoso ao escrever esse livro. Divertidíssimo, diferente, criativo e encantador. É considerado e com razão um dos maiores clássicos da literatura de ficção-científica e conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo maluco Ford Prefect.

Este é o primeiro livro da série onde Arthur e Ford escapam da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena graças aos conhecimentos de Ford, um ET que vivia na Terra disfarçado de ator desempregado e um dos poucos amigos de Arthur. Como ET, sua função era fazer pesquisas de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

Arthur não tem tempo nem mesmo de absorver que a Terra foi realmente destruída porque estava em local que atrapalhava a construção de uma via interligando as galáxias que povoam o Universo quando se vê dentro da nave dos Vogons, a civilização extraterreste incubida da tal construção. Isto fazia parte do plano mirabolante de Ford para fugir do planeta, mas logo são descobertos e largados no Universo para morrer.

Mas os dois, por muita sorte, são resgatados pela nave Coração de Ouro onde conhecem Zaphod Beeblebrox, o presidente da Galáxia, Trillian, uma humana que fugiu com Zaphod da Terra e que por pura coincidência era um affair de Arthur, e o meu personagem favorito: Marvin, um robô depressivo com uma mente brilhante. Morri de rir com ele e suas respostas sempre negativas! Ele é um encanto e toda vez que ele entra em cena dá vontade de bancar a terapêuta e lhe dizer que vai ficar tudo bem.

Esse bando bizarro navega pelo Universo à procura de uma compreensão essencial da Vida (Sempre com sua tolha em mãos). Arthur na verdade, ainda não se conforma com o fim da Terra e sempre volta a esse assunto tentando de algum modo desfazer o acontecimento. E eles estão sempre orientados pelo maravilhoso Guia do Mochileiro das Galáxias.

Douglas Adams nos presenteia neste livro com personagens inesquecíveis e situações mirabolantes se utilizando da sátira para debochar da burocracia, políticos e instituições. Eu me vi rindo alto em vários momentos da leitura que é recomendadíssima tanto pela diversão, como pela reflexão, pois Douglas Adams criou um universo que é, ao mesmo tempo, satírico e homenageante a ficção científica, onde ele ironiza idéias, instituições e conceitos sem a menor piedade. Como se não bastasse, faz isso de forma leve, rápida e inteligente.

Super Recomendo. ( Só não esqueça de carregar sua toalha, mochileiro!)

Nota: 5

sábado, fevereiro 16, 2013

[Livro] Falsa Submissão


Tirem as crianças da frente do computador!

A resenha que vou fazer hoje é sobre o livro “Falsa Submissão” da autora Laura Reese e apresenta cenas não indicadas para menores de 18 anos e para aquelas de coração fraco.

Um dos temas principais do livro, como vocês podem ter adivinhado, é um assunto que se encontra bem em alta atualmente: a submissão.

Entretanto, se vocês acham que vão encontrar uma história ao estilo de “Cinquenta Tons de Cinza” (EL James) ou um romance erótico como o “Toda Sua” (Sylvia Day), estão totalmente enganados. Mesmo. “Falsa Submissão” não é um romance, apesar de ser vendido como tal.

“Há um limite muito tênue entre o erótico e o degradante” – Nora Tibbs

Começo a resenha dizendo que quando li a resenha deste livro pelo skoob, juntamente com a sinopse, duvidei dele. Duvidei que ele fosse tão marcante como algumas pessoas falaram e que seria chato, na verdade.

E nas primeiras páginas foi isso que aconteceu. “Falsa Submissão” como um todo é um livro pesado, de leitura complicada e que dificilmente você consegue terminar em um dia. Demorei a engatar na leitura, porém me recusei a parar. E de certa forma não me arrependo, pois o livro é bom. Só, como disse no início, se você não tiver o mínimo de mente aberta, não sei se conseguirá lê-lo inteiramente. Comentários maiores após a sinopse:

O livro conta a história de Nora Tibbs, uma mulher com seus trinta e poucos anos, bem sucedida profissionalmente, que após perder irmão, pai e mãe alguns anos atrás do tempo que a história é contada, descobre que sua irmã, Franny, fora assassinada de forma cruel. Irmã essa que, por causa da vida corrida de Nora, era muito distante, e esta mesmo não se esforçavam muito para incluí-la em sua vida.

A partir da morte Franny, Nora resolve descobrir quem foi seu assassino, visto que pela investigação da policia os resultados são inconclusivos. Nora encontra o diário da irmã, mostrando um lado totalmente diferente e a levando até M., um homem com quase cinqüenta anos, dominador, que manteve um relacionamento sadomasoquista com Franny, descrito pela mesma em suas confissões. Ele é o principal suspeito da polícia e de Nora, que se aproxima do homem para tentar tirar uma confissão.

Bom, o livro inteiro mexe demais com sua cabeça. Por todos os lados. Seja pelo lado do mistério do assassinato, onde cada prova que surge, cada pedacinho de informação te leva para um caminho diferente, te fazendo dar voltas e voltas sobre o que aconteceu na verdade e, principalmente sobre o sadomasoquismo.

Uma grande pergunta é: O que acontece entre quatro paredes, com adultos e consentimento, é problema deles? É "liberado"? Pra mim essa é uma das grandes reflexões que o livro te deixa. Não falarei sobre muito mais por causa do spoiler.
 
“Falsa Submissão” te desafia a ler, te mostra um quadro realista e bastante perigoso principalmente nos dias de hoje. Com toda essa onda “Cinquenta Tons de Cinza”, muito se comenta sobre espancamentos, apetrechos sexuais e afins, bem como a vontade de se envolver em um relacionamento deste nível. Com este livro, vemos um lado mais pesado dessa prática sexual. Açoitamento, zoofilia, pedofilia, atos envolvendo resíduos corporais... como disse o livro te desafia a ler. E eu, pessoalmente, tive que parar e respirar fundo em algumas partes, senti nojo, senti revolta. É impossível não se sentir incomodada e pensar “como pode alguém se fazer passar por isso?!”. 

E isso não só a Franny! Nora começa a seguir o mesmo passo da irmã e descobrir que são mais parecidas do que podia imaginar.

Por isso bonitinhos e bonitinhas, tomem cuidado, porque vocês nunca sabem quando um M. pode aparecer na sua vida e te manipular tão profundamente que você não vai perceber até que esteja presa na areia movediça.

Obviamente, tenho consciência que nem todos os relacionamentos sadomasoquistas acontecem desse jeito.

O personagem M. nos faz pensar sobre o limite de cada um, onde termina o erotismo e começa a crueldade, onde termina o desafio saudável dos limites e começa o desrespeito.

Seriam os sentimentos de repulsa provocados frutos da falta de conhecimento, ignorância ou pré-conceitos?

Como disse lá em cima, em algumas partes a leitura me irritou, me cansou, a personagem de Franny sofreu muito, caiu em uma obsessão e tudo isso é passado ao leitor. 

Me irritou, pois logo na primeira parte de Franny (o livro é dividido em partes mostrando a vida de Franny e a de Nora), demora a acontecer algo, é bem normal aquela parte, digamos assim, você fica desejando que coisas aconteçam. Claro que depois, você meio que se arrepende por pedir isso.

Estou feliz por ter conseguido terminar de ler, entretanto ainda me sinto “sufocada” pela carga do livro e cheia de reflexões que aqui expus. 

Infelizmente não consigo dar nota. Não consigo definir se gostei ou não.

Se eu indico? Lembro que cada pessoa reage de uma maneira diferente a qualquer tipo de leitura. Mas sim, indico. Acho as reflexões produzidas (se você conseguir chegar até o fim) válidas e importantes. 

~we are the champions my friend~

[Livro] O dia de Chacal

Oi galera!

Já perceberam que alguns livros podem ser considerados para o público feminino e outros para o masculino? Foi isso que ouvi quando resolvi começar a ler o livro : O dia de Chacal.

Isso é sugerido pelo título e capa da obra que tenho aqui em casa. Mas, independente disso fui em frente, pois o sr meu pai tinha lido a obra a muito tempo e me recomendou, com esse empurranzinho fui em frente.

Linguagem

Um  ponto marcante na obra é a linguagem jornalistica. Sim é quase como se você estivesse lendo um jornal de 1971. Mas apesar dessa linguagem, considerada por muita gente super chata, acaba dando um fluxo e leveza para a obra que faz você avançar em cada capítulo.

"Cinco rapazes amadores em matéria de matar, deixaram de torcer as mães e levantaram-se de um salto.

Os outros sete eram mais velhos e estavam menos nervosos. Quem os chefiava na tentativa de assassinato, secundando Bastien - Thiry, era o Tenente Alain Bougrenet de la Tocnaye, extremista de direita, procedente de uma família da alta sociedade rural. Tinha trinta e cinco anos, era casado com dois filhos." Forsyth, Frederick O dia de Chacal pag, 14

O livro é baseado na tentativa de assassinar o presidente Charles de Gaulle em 1963. O carro do presidente chegou a ser metralhado, tudo isso em virtude da independência da Argélia, promovida por De Gaulle.

A cobertura do caso foi feita pelo autor, e serviu como base para o romance e como meio de testar suas habilidades investigativas. O livro se tornou best-seller internacional e o fato rendeu dois filme um em 1973 e uma refilmagem em 1997.

Ficou curioso? Corra até uma biblioteca, ou a livraria e se delicie com essa trama.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

[Livro] Hourglass - Amor Contra o Tempo





Hoje eu vou falar sobre o livro “Hourglass” ou em português “Amor Contra o Tempo” escrito pela Myra McEntire.
 


Se você tivesse uma oportunidade de mudar algo no passado, você faria? E as memórias ruins que carregamos diariamente? Você gostaria que alguém as apagasse?


A história de “Hourglass” é contada por Emerson, uma menina que teve uma grande carga dramática jogada em sua vida ao perder os pais num acidente, do qual ela se salvou. Culpa e tristeza a consome, deixando-a na beira do abismo. Intensificando ainda mais a sua fragilidade, Em, é capaz de ver pessoas do passado; não exatamente fantasmas, mas aí vocês terão que ler para entender. Ela passa um tempo internada num hospital, após o acidente, com o uso de medicamentos pesados e aos poucos vai tentando retomar a sua vida.


Todos esses fatos, obviamente, mexerem com sua vida e as únicas pessoas que ela tem em sua vida são: Lily, sua única e melhor amiga, Thomas, seu irmão e Dru, a esposa de seu único parente. 


Thomas e Dru trabalham com a renovação de prédios antigos, o que apenas causa mais aparições para Emerson, incitados pelo passado do ambiente. 


Lutando para tentar salvar o que sobrou de sua irmã, Thomas tenta de tudo, chama todos os tipos de profissionais que dizem poder ajudá-la, entretanto nenhum é capaz de fazê-lo.


Então, nós conhecemos Michael. Lindo de morrer, com um quê de mistério, o galã de romance que já estamos acostumadas. Porém ele mostra para Emerson que ela não está sozinha. E bom, não estar sozinha tem seu lado bom, entretanto pode ter um lado complicado também, certo?


Eu a-do-rei esse livro! Eu li a resenha dele e queria começar a ler no mesmo instante. Pena que só apenas achei em inglês, pois apesar de eu amar ler em inglês, a linguagem dificultou um pouco o entendimento, principalmente nas partes descritivas. Apesar disso, a leitura é rápida, o terminei em um dia e meio. São 56 capítulos, mas todos curtos, uns mais que outros.

O livro inteiro é bem dinâmico e tem coisas acontecendo toda hora. Seja relacionado ao drama da Em, seja relacionado aos “fantasmas”, a Michael... não me senti entediada um minuto, embora novamente, a língua inglesa me fez cansar em alguns pontos, mas eu tinha ótimos motivos para continuar.


A personagem principal é ótima. Você pode estar aí pensando que ela deve ser bem carregada emocionalmente, triste sempre e tudo mais. E até é desse jeito em algumas partes, mas ainda sim sarcasmo e piadinhas deixam o ar mais leve.


Quanto a Michael... nossa! Eu quase enlouqueci com esses dois! Uma hora eu achava que ele gostava dela, depois outros personagens entram no caminho e é um caos! As coisas esquentam, as coisas esfriam... Você não sabe mais pra quem torce, quem você quer que fique juntos... Momentaneamente, claro rs.


Como eu mencionei o livro é bem dinâmico e as doses de ação e mistério vão aumentando conforme o livro se desenvolve. 


Não vou mentir para vocês: chegou um ponto do livro que eu quis parar de ler, pois não aceitava o que tinha acontecido rs. Chorei demais e ganhei um olhar “você está chorando por causa de um livro?” da minha mãe! (Elas n ao entendem u.u) Felizmente as coisas de resolvem. De certa maneira, porque quando você pensa: “pronto, agora vem o final feliz!” A casa cai bonito! Os fatos revelados no final do livro garantem seu queixo caído por um tempo.


Apesar de pouco relevar sobre o plot do livro, espero que meus sentimentos sobre ele os tenham atingido e despertado a curiosidade. Talvez se você leitor, voltar as perguntas que fiz no início desse post, sua mente corra mais um pouco.

Hiper recomendado!

Apesar disso...


Algumas reações, principalmente de Thomas e Dru que me deixaram meio em dúvida, digamos assim, pensando “sério que eles reagiram desse jeito?”. Afinal de contas eles são ‘humanos’. E eu confesso: o Michael me irritou um pouco por causa dos segredos que ele mantinha da Emerson, porém acho que tem mais a ver com frustração, pois eu queria que os dois ficassem juntos logo. 


O que pode ser problema para alguns é que a história não é 100% original, e encontramos alguns aspectos semelhantes a outros romances sobrenaturais. Para mim não foi um problema.


“Hourglass” tem mais dois livros, o “Timepiece”, que não vejo a hora de começar a ler e “Infinityglass” que ainda vai ser lançado. 


Minha nota não é máxima por causa dos problemas de leitura que enfrentei e porque apesar de ter gostado muito, muito mesmo, eu não cheguei a amar perdidamente.


Nota 4/5

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Nova Seção

Oi leitores! Estamos com uma nova seção no blog, autores.

Nessa seção, vamos falar um pouco dos autores que já fizemos resenhas, dos que estão na moda e daqueles que vocês sugerirem. E para estrear essa nova coluna, escolhi e Jane Austen, afinal... já temos duas resenhas de livros dela publicados.

Jane Austen

Nascimento: 16 de Dezembro de 1775
Morte:  18 de Julho de 1817

Mini - biografia

É a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco anglicano local, e de sua esposa Cassandra (cujo nome de solteira era Leigh). A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha, Cassandra, as únicas mulheres.
Em 1783, Jane e Cassandra foram para a casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir a educação sob sua tutela; porém tiveram que regressar para casa, devido a uma enfermidade infecciosa em Southampton. Entre 1782 e 1784, os Austen fizeram representações teatrais na reitoria de Steventon, que entre 1787-1788 foram mais elaboradas graças à colaboração de sua prima, Eliza de Feuillide.
Não há provas de que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy ,aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos econômicos. Pouco depois, uma tia de Lefroy tentou aproximar Jane do reverendo Samuel Blackall, mas ela não estava interessada.
Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao gênero truculento da novela gótica.

Obras Literarias

Razão e Sensibilidade (1811)
Orgulho e Preconceito (1813)
Mansfield Park (1814)
Emma (1815)
Abadia de Northanger  (1818)
Persuasão (1818)

Teatro

Sir Charles Grandison (1980)

Gostou de conhecer a autora? Comenta aqui em baixo.  

[Livro] Os 13 porquês

Olá leitores!!

Dessa vez vim aqui falar de uma leitura que fiz por ebook, e minha nossa, rodei a noite inteira lendo!
Leitura viciante, texto super bem escrito



Nunca havia lido nada do Jay Asher, mas super admiro a escrita dele após essa leitura!
Ele faz você ver o que a personagem ver, sentir o que ela sente, ser ela (e), mesmo quando ele nem é do mesmo gênero que você!

Pesquisei e descobri que ele escreveu outro livro chamado: The future of us lançado em 2011 nos EUA. Assim que eu encontrá-lo irei ler e resenhar para vocês. Viciei na escrita dele meeeesmo haha!

Mas voltando a Os 13 porquês...

O livro conta a história de um garoto chamado Clay, que encontra uma caixa de sapatos deixada em sua casa, após chegar da aula, e descobre que dentro dela há 7 fitas cassete numeradas de 1 a 13 que contam 13 motivos que levaram Hannah Baker a se matar.

Hannah deixa duas regras para quem recebe as fitas:
1° escute todas as fitas
2° repasse para o próximo a ser citado nas fitas ao terminar. Ou uma outra pessoa com uma cópia das fitas irá divulgá-las para toda a cidade.

Hannah era a garota por quem Clay era apaixonado, mas infelizmente ela se matou 2 semanas antes das fitas chegarem as mãos dele.
Clay passa então a percorrer a cidade acompanhando um mapa que Hannah deixa junto com as fitas, enquanto escuta-as, ansioso para entender aonde ele entrara na história de Hannah e porque ele é um dos motivos que levaram ela a cometer suicidio. Cada um dos 13 mencionados têm sua parcela de culpa na morte, mesmo que não tenham percebido e isso o agoniza.

Enquanto a história vai sendo contada, conseguimos visualizá-la através dos pontos de vista da Hannah e do Clay, o que faz com que muitas vezes sintamos o que eles sentem no momento, - reafirmo aqui, o livro é muito bem escrito e mexe muito com você. - seja as emoções da Hannah enquanto relembra nas gravações tudo que acontecera com ela, ou mesmo a agonia de Clay ao ouvir tudo que Hannah narra, tendo consciência de sua própria impotência para impedi-la pois, infelizmente para Hannah, já é tarde demais.

Creio que uma das coisas que mais nos prende ao livro, ou melhor, nos impede de largar a leitura é o sentimento de solidão palpável de Hannah. Queremos estar com ela!!
Ela sofreu coisas que muitos de nós já sofremos na escola, ou com algumas amizades que deram errado. E Hannah foi perdendo a confiança em todos, pois sempre alguém a magoava. Ela foi firme até não aguentar mais, até perder a fé na humanidade, se sentir completamente só e se fechar para o mundo.
O que mais me agonizou na leitura é a visão realista que recebemos pouco a pouco, cada vez mais dentro da leitura de que a personagem foi afundando mais e mais na depressão porque não tinha ninguém dando atenção o suficiente para perceber e tentar impedir. Nem quando ela pediu por ajuda.

O livro não tem um final feliz, mas trata de vários assuntos importantes, como o bullyng, suicidio, depressão e a importância de se construir um laço com as pessoas, mas ele nos traz também uma 'moral da história' muito interessante e pouco abordada em textos fora da psicologia, que é a questão das atitudes e como elas afetam outras pessoas de formas que nem imaginamos. Ninguém sabe como as outras pessoas realmente estão, nem o que elas estão sentindo. Não há como controlar o quanto a pessoa irá se afetar com seu comportamento em relação a ela, principalmente a atitudes negativas, então pense muito antes de agir infantilmente e acabar por destruir pessoas sem nem se dar conta de que fez algo importante para alguém. Lembre-se: Ninguém pode prever a forma como irá afetar a vida de outra pessoa.

Super entrou para minha lista de favoritos atemporais. Recomendo para todos!