segunda-feira, abril 21, 2014

Dos quadrinhos para o Cinema

Calma, vocês não estão no blog errado. 

Eu só resolvi falar de algo um pouco diferente! Afinal, eu tenho dois irmãos que adoram esse tipo de coisa. Vamos falar de alguns heróis que estão saindo dos quadrinhos para o cinema  há algum tempo.



Sim, para a resenha de hoje escolhi uma das maiores editoras estadunidenses de quadrinhos para falar e que foi comprada pela Walt Disney em 2009.  A editora tem sede na Park Avenue South em Nova York.

É uma das mais importantes editoras do gênero no mundo, líder em vendas e em número de fãs no segmento de super-heróis, tendo criado muitos dos mais importantes e mais populares super-heróis, anti-heróis e vilões das histórias em quadrinhos.

Vamos conhecer alguns que recentemente invadiram os cinemas:

Capitão América



 Foi uma publicação mensal de Histórias em Quadrinhos protagonizada pelo Capitão América, originalmente publicadas pela editora estadunidense Marvel Comics, distribuídas no Brasil pela Editora Panini.
A primeira imagem é a do Capitão America dos Quadrinhos da Marvel a Segunda é do filme de mesmo nome que lançou em 2011 com o ator Cris Evans no papel Principal. Mas, quem é o Capitão América?

Capitão América é o alter ego de Steve Rogers, e foi o maior de uma onda de super-heróis que surgiram sob a bandeira do patriotismo norte-americano e que foram apresentados ao mundo pelas companhias de Histórias em Quadrinhos, durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Ao lado de seu parceiro Bucky, o Capitão América enfrentou as hordas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas caiu na obscuridade após o fim do conflito.

 Demolidor




Demolidor é o segundo herói cego dos quadrinhos,o primeiro é o Doutor Meia-Noite. Nos Anos 40, Jack Binder e Jack Cole já haviam usado o nome Daredevil em personagem que usava uma vestimenta azul e vermelha e possuía um bumerangue como arma.
Matthew "Matt" Michael Murdock era um excelente aluno e atleta, esta segunda condição obrigado a esconder do pai que exigia que o filho se dedicasse o tempo todo aos estudos, ficou cego ainda na adolescência devido a acidente com um caminhão que carregava lixo tóxico. Em compensação, descobriu que seus outros sentidos haviam sido ampliados. Assumiu o uniforme e o codinome de Demolidor para vingar seu pai, Jonathan "Jack" Murdock, apelidado de "O Batalhador", nessa época um boxeador em decadência e que foi morto ao recusar "entregar" uma luta. Adulto, tem vida dupla: durante o dia, é um simples advogado e à noite, vigia as ruas de Hell's Kitchen, bairro da Cidade de Nova York. É avesso a participar de grupos de heróis, mas presta assessoria jurídica a muitos deles (como o Quarteto Fantástico). Tornou-se amigo do Homem-Aranha e foi um dos poucos a conhecer sua identidade (também acabou por revelar a sua à Peter Parker). Recusou convites para participar dos Vingadores, assim como o Homem-Aranha

Homem – de – Ferro


Homem de Ferro é a verdadeira identidade do empresário e bilionário Anthony (ou "Tony") Edward Stark. Tony Stark, o Homem de Ferro, é um cientista e empresário genial, formado com Ph.D. em física e Engenharia Elétrica2 pelo MIT. Nunca faltou dinheiro para seus projetos, pois herdou a fortuna e os empreendimentos de seu pai aos 21 anos, quando este faleceu em um acidente. Dada a sua juventude, criou para si um estilo playboy bilionário. Essas características foram inspiradas no milionário americano da vida real, Howard Hughes.

Em 2008, foi adaptado para o cinema na pela do autor Estadunidense Robert Downey Jr e rendeu mais dois filmes.

Hulk


Na história original dos quadrinhos, o Hulk é um selvagem e poderoso alter-ego do Dr. Robert Bruce Banner, um cientista que foi atingido por raios gama enquanto salvava um adolescente durante o teste militar de uma bomba por ele desenvolvida. Este adolescente, Rick Jones, tornou-se companheiro de Banner, ajudando-o a manter o Hulk sob controle e mantê-lo longe dos ataques dos militares, que viam a criatura como uma ameaça.
Outro fato interessante é que, nas primeiras histórias, a transformação de Banner em Hulk ocorria apenas à noite, como se isso fosse alguma maldição similar à dos lobisomens. Porém, em pouco tempo, Kirby e Lee chegaram a um acordo e o Hulk passou a surgir toda vez que o Dr. Banner ficava irritado e despertava em si seu lado mais selvagem.

A versão do cinema mais fiel, foi a lançada em 2008 com o nome de O Incrível Hulk, sendo interpretado por Edward Nortow. Voltou aos cinemas pelo ator Mark Ruffalo no filme Os Vingadores.

Thor

Quando O Poderoso Thor surgiu nos quadrinhos Marvel, os artistas se inspiraram nas lendas nórdicas, com seus deuses e ameaças tão fantásticas. Mas ele só foi retratado como o verdadeiro deus nórdico e não um humano com poderes, quando Lee assumiu os roteiros da personagem, que no início ficaram a cargo de seu irmão, Larry Lieber. Assim foi criado um dos mais poderosos membros dos Vingadores. Em várias histórias Thor Odinson enfrenta divindades de outras mitologias. Um dos confrontos mais memoráveis foi quando combateu Hércules, numa série de histórias de Lee/Kirby e que introduziram os deuses gregos no Universo Marvel. Também já enfrentou o deus egípcio Seth.

Assim como os demais, foi para os cinemas em 2011 na pele do ator Chris Hemsworth,  o sucesso foi tanto que rendou um segundo filme, além de participar do grupo Os Vingadores.

X- Men



X-Men é uma equipe de super-heróis de histórias em quadrinhos publicada nos Estados Unidos pela Marvel Comics. Criados por Stan Lee e Jack Kirby, estrearam em The X-Men #1, publicada em setembro de 1963, e era formado inicialmente pelo Professor X, fundador da equipe, Ciclope, Fera, Homem de Gelo, Anjo e Garota Marvel (Jean Grey).
Os X-Men são mutantes: humanos que, como resultado de um súbito salto evolucionário, nasceram com habilidades super-humanas latentes, que geralmente se manifestam na puberdade. Consequentemente, em suas histórias, vários homens comuns têm um intenso medo e/ou desconfiança dos mutantes (cientificamente chamados de Homo superior), que são vistos pelos cientistas em geral como o novo degrau da evolução humana. Logo, muitos os consideram uma ameaça à própria sociedade humana, fato intensificado por mutantes que usam seus poderes para fins criminosos.

Talvez o grupo de super-heróis mais bem sucedidos da MARVEl, pois além dos quadrinhos, foram criadas séries animadas, como : X-Men: Animated Series, X-Men Evolution e Wolverine e os X-Men. Mais, apenas em 2000 Bryan Singer levou os mutantes para o cinema o que rendeu a sequencia X-Men 2 e X-Men : O Confronto Final.. Além desses, rendeu os filmes: X-Men Origens Wolverine, Wolverine Imortal, além de X-Men Primeira Classe e o inédito X-Men Dias de um futuro esquecido.


Esses foram alguns super-heróis que lembrei. Mais fiquem ligados, que vamos aproveitar a onda do lançamento de Capitão América 2, vamos trazer algumas resenhas sobre a MARVEL, Então até logo.

domingo, abril 13, 2014

E o L&N foi para o Egito

Hoje tem postagem especial aqui no L&N. 

Nós, não fomos realmente ao Egito, (sonho meu), porém aqui em São Paulo está rolando uma exposição muito legal sobre o assunto, e como não poderia deixar de ser a equipe do L&N foi lá conferir. 

Mais, porque fomos até lá? Quem se lembra dos livros as Crônicas de Kane, do Rick Riordan? Não!? Essa é a séria que tem como base TODA a mitologia egpicia, e você pode conferir a resenha nos links abaixo:

A Pirâmide Vermelha livro 1 - aqui
O Trono de Fogo livro 2 - aqui e aqui
A Sombra da Serpente livro 3 - aqui 

Agora, não precisa ficar triste... a Exposição vai passar por outros locais:

Local:

Morumbi Shopping
São Paulo - SP / 25 de março de 2014 a 20 de abril de 2014

Ribeirão Shopping
Ribeirão Preto - SP/ 14 de maio de 2014 a 15 de junho de 2014

Barra ShoppingSul
Porto Alegre - RS/ 17 de julho de 2014 a 17 de agosto de 2014

Sou mega suspeita para falar...mais eu A-D-O-R-O  a cultura egípcia, e claro que adorei a exposição, mais como a minha cunhada disse o local estava lotado, por uma pequena questão estratégica o mesmo foi montado na frente da Saraiva Mega Store e lá é meio apertado o que dificultava na visualização das peças. Porém, não tirou o encanto de ver peças originais e replicacas, que talvez só seriam vista com uma visita ao Museu do Cairo. 

Então, quem morar nessas cidades indicadas, recomendo que vá lá conferir e ver de perto algumas estatuas de Deuses que só ouvimos falar.


Ankh -  conhecida também como cruz ansada, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna. Os egípcios usavam-na para indicar a vida após a morte.


Ao fundo: Toth - sabedoria, conhecimento, representante da Lua... a direita: Hórus - céu e a esquerda: Khnum - o modelador


 Bastet - fertilidade, protetora das mulheres grávidas


 O barco de Rã, tão falado nos livros de Rick Riordan.


Ísis - amor, magia
Mais fotos, disponíveis na nossa página do facebook. Espero que tenham gostado.

[Livro] A palavra Secreta

Olá neblineiros.

E hoje tem resenha fresquinha no ar. Faz mais ou menos uma semana que eu terminei de ler o livro abaixo, demorei para postar porque estava sofrendo da síndrome de final de livro. Vamos a ele? 


Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.

Pensa em um livro que estava pegando poeira na minha estante.. Isso mesmo poeira. Porque..eu simplesmente estou com uma lista enorme na estante para ler.Mais, ai eu pegue o Inferno na Biblioteca da Empresa e me recusei a ler antes de ler esse. E ai...meus caros foram as primeiras 20 páginas mais complicadas para mim. Fato um...as vezes bate aquela preguiça, fato não tava muito afim, fato três detestei o inicio, porém a força prevalece e eu continuei a lendo...e lendo até que quando vi estava quase na metade de um livro apaixonante.

O livro nos traz a velha receita de Dan Brown, com aventura, suspense..drama..humor..Tudo o que os fãs gostam.

No começou fique bem intrigada com o que seria a tal da palavra secreta e fiquei chocada ao descobrir qual era...E eu não vou contar. Faz parte da tradição maçônica não contar qual a palavra secreta.

Ponto mega interessante do livro...a tradição maçônica, você fica tão intrigado que depois vai procurar entender a respeito dela.  E claro, fiquei mega tentada a conhecer Washington D.C.  e ver com os meus próprios olhos aqueles monumentos.

Com isso me arrependi de ter deixado ele tanto tempo na estante para ler só agora. Espero que façam uma escolha bem melhor com a minha. Depois de ler me de a sua opinião.



[Filme] On the Road - Na estrada

Oi Bloguetes!

Com toda a correria da faculdade ( ainda mais em semana de provas) só estou tendo tempo para ver filmes =/

esse fim de semana foi a vez de On the Road. O que falar de On the Road?



O filme é baseado no louco estilo de vida de dois amigos nos anos da geração beat nos EUA.

Há um livro por trás de tudo, com o mesmo titulo, escrito por Jack Kerouac. Fica muito claro que seu personagem principal Sal Paradise é uma representação de si mesmo. Como outro protagonista nos é apresentado Dean Moriarty, que como explicarei mais a frente me pareceu a verdadeira estrela de toda a história.

"As únicas pessoas pra mim são as loucas. Loucas para viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo."

Dean é um ladrão de carros divertido e sem limites morais, digamos assim. Para mim existem as pessoas que seguem os padrões da moral, os imorais e os amorais. Dean se encaixa no último padrão, com toda certeza. E eu gosto de personagens assim ( falei mais sobre isso no meu post sobre presença de anita)
Logo, ele foi a razão de eu assistir On the Road até o fim. Por que?

Porque apesar de On the Road ser um trip movie, a viagem em si não prende sua atenção por muito tempo. O diretor brasileiro Walter Salles acertou em vários pontos do filme, mas este é um que para mim deixou a desejar...

Como pontos positivos para on the road, temos a surpreendente atuação de Kristen Stewart que mostrou ao meu ver uma certa evolução como atriz em on the road. O filme exigia isso, é um enredo mais adulto e claro, tem toda uma pegada de uma época especifica da geração beat. Ademais, a cena da dança entre ela e Garret Hedlund é uma das melhores do filme.

Ainda entre os pontos altos temos a grande presença do jazz em toda a trilha sonora do filme. E eu amo todo o ar que o jazz traz aos filmes!

Temos uma forte presença de sexo, drogas e atitudes anti-heróicas, durante todo o filme. O que é diferente dos enredos em que estamos acostumados e apesar de chocante, é também bem interessante quando se analisa que esta pode ser uma representação cinematográfica fiel a todo o comportamento de uma época entre os jovens, de uma era. A geração Beat.

Na estrada, não entrou para a lista dos meus filmes favoritos, mas não poderia deixar de fazer parte dos filmes que eu indico com toda certeza, para todos verem pelo menos uma vez e se transportar um pouquinho para uma realidade tão divergente da vivida pelos jovens de hoje do mundo todo. On the road de certa forma inspira. E diverte.

nota: 4


quinta-feira, abril 10, 2014

Resenha: Lolita

Autor: Vladimir Nabokov
Ano: 1955
Páginas: 392
Editora: Alfaguara
Gênero: Romance russo

Já digo que é um dos livros mais geniais que já tive a oportunidade de ler. Fiquei o semestre passado inteiro tentando pegá-lo na biblioteca e, finalmente, no começo deste mês, o consegui. Não consegui lê-lo com a rapidez que imaginava ser capaz - porque eu tenho vida, oi -, especialmente o final, mas essa obra é incrível e muito bem trabalhada. 

Já no prefácio, um tal de John Ray, que é doutor em Filosofia, especula um pouco sobre a história que nos vai ser apresentada e narra como se fosse um fato real. A verdade é que não existe nenhum doutor John Ray: é o próprio autor que escreveu o prefácio e deu a entender que o relato é baseado numa história verdadeira - após o desfecho, Valdimir volta a falar e diz que a obra foi inspirada numa peça teatral. Se o prefácio nos confunde? Eu o achei, particularmente, genial, pois nos induz a uma atmosfera completamente opaca, ou seja, você não sabe muito bem o que pode encontrar. 

O romance é narrado em primeira pessoa pelo professor Humbert Humbert que, logo no início, tenta nos persuadir a entender seu lado pedófilo nos apresentando teses e fazendo referências a estudos. Pois bem, para quem não sabe sobre o que Lolita se trata - caso você more numa caverna e tal -, o livro aborda a paixão de um homem já na casa dos 40 anos que está "apaixonado" por uma garotinha de 12. Para Humbert, as meninas crianças, em especial as que têm entre 9 e 12 anos, são todas ninfetas: ainda não desabrocharam completamente. Logo de cara, os leitores entendem que Humbert não pode ser muito coerente, uma vez que já passou por alguns tratamentos em clínicas psiquiátricas devido às suas depressões e maluquices. Além disso, um fato que eu adorei é que ele se remete ao leitor como se estivesse conversando com membros de um júri, como se tivesse sido pego em seu crime sexual e estivesse depondo seu relato. 

Após uma das internações em uma clínica, ele volta à rotina e para a casa de um conhecido, onde conhece Charlotte e Dolores Haze, a quem logo apelida de Lolita. Dolores, de 12 anos, e Charlotte (filha e mãe, respectivamente) mantém uma relação de cão e gato, ou seja, nada saudável, sempre com grosserias, berros e bateção de portas. Na minha opinião, Humbert, mesmo que inconscientemente, tentou tirar proveito dessa relação frágil delas para chamar a atenção de Lolita. A princípio, seus "flertes" são quase inocentes - brincadeiras e conversas despretensiosas. Até que ele percebe que, se se casasse com Charlotte, poderia ter Lolita como sua enteada e, assim, vê-la e tê-la para sempre ao seu lado. Dito e feito. Eles se casam - ela, ao meu ver, aceitou a união simplesmente porque é uma daquelas mulheres que não pode ver um homem que sai se atirando pra cima dele - sem muita alegria ou festas. 

Os três fazem passeios ao ar livre, enquanto Lolita está de férias. Num desses passeios, Humbert chega a cogitar assassinar Charlotte, o que me horrorizou completamente, apesar de saber que ele poderia tentar de tudo para ficar só com Lolita. A menina, então, é mandada para uma colônia de férias. Humbert não aprecia, é claro, a decisão, mas dá para perceber que ela apenas é mandada para o acampamento por escolha de sua mãe, que é uma daquelas mães que não tem paciência nem alegria com os filhos, então acha que despachá-la para bem longe é a melhor solução. 

É claro que acaba acontecendo uma tragédia: Charlotte descobre um diário de Humbert, no qual se referia a ela com palavras baixas e escrevia sobre Lolita, e promete que, se depender dela, Lolita nunca será dele. No entanto, Charlotte acaba sendo atropelada e vem a falecer. Tudo isso enquanto Lolita ainda está na colônia de férias. É a partir daí que a história entre a menina e Humbert finalmente engrena, pois ele vai buscá-la e então os dois enfrentam uma viagem de dois anos de carro, completamente sós. 

E o que dizer da Lolita? Muitos veem somente o lado perverso de Humbert, mas a menina, na minha visão, é tão culpada quanto ele, pois, primeiro, não tinha pudor algum de provocá-lo e, segundo, foi conivente com as relações que mantinha com ele. Ao invés de abrir a boca para alguém, ela simplesmente ficou quieta, aceitando tudo. Por um lado, dá para entender: ela tinha acabado de ficar órfã e tinha somente aquele "pai" na vida; entretanto, por mais que ele a ameaçasse, ela deveria ter dito ele abusava dela. É claro que o livro se passa numa época mais distante, talvez essas coisas fossem mais aceitas - não é como hoje em dia que há como você denunciar abertamente coisas desse tipo e tal. Mas, ainda assim, ela foi cúmplice dele o tempo todo. 

A obra é muito séria e muito bem escrita, uma das melhores que já li em termos de escrita. A narração é bem amarrada, embora alguns fatos fiquem meio confusos, talvez porque algumas cenas aconteçam rápidas demais, e o autor somente nos dá a entender que tal coisa ocorreu. Mas, quanto a isso não há por que reclamar, pois, para mim, foi visto como a própria mente perturbada de Humbert, que tenta registrar tudo, mas é claro que, aos poucos, ele foi embaralhando muitas lembranças. Outro ponto positivo é o humor do autor; não é nada muito explícito nem corriqueiro, no entanto dá para rir em algumas passagens. Dá para entender o porquê Lolita é um dos livros de maior escândalo no mundo da literatura, especialmente porque muitos leitores acharam que haveria muitas partes pornográficas que, na verdade, são bem poucas e, quando narradas, são muito mais "eufemistizadas" e conotativas (palavras usadas no sentido figurado) do que descritivas ao pé da letra. 
"Lolita deveria fazer com que todos nós - pais, educadores, assistentes sociais - nos empenhássemos com diligência e visão ainda maiores na tarefa de criar uma geração melhor num mundo mais seguro". 

Love,
Nina 

terça-feira, abril 08, 2014

Autor do mês: Vladimir Nabokov

Oi, gente! Nina aqui, apesar da minha coluna não ser essa. Trago a vocês o autor do mês, o ilustre Vladimir Nabokov. A sugestão foi minha, pois estou lendo Lolita e, de quebra, peguei outro livro dele (da biblioteca da minha faculdade) chamado Ada ou Ardor


Nascimento: 23/04/1899, São Petersburgo (Rússia)
Falecimento: 02/07/1977, Montreux (Suíça) 

Biografia:

Em 1919, a instabilidade produzida pela revolução bolchevique obriga a família a abandonar a nova União Soviética e ir para a Inglaterra.

Nabokov estuda em Cambridge até 1922, licenciando-se em literatura russa e francesa. Em seguida, muda-se para Berlim, onde dá aulas de tênis e inicia sua produção literária.


Em 1926, após publicar poemas e contos, lança seu primeiro romance, "Machenka". Depois de uma estadia em Paris, fugindo dos exércitos nazistas, chega em 1940 aos Estados Unidos, onde se dedica ao ensino de literatura russa em várias universidades além de trabalhar no departamento de entomologia (o estudo dos insetos) em Harvard.


A partir de 1958, o sucesso de seus livros lhe garante a dedicação a seus dois principais interesses: a literatura e os lepidópteros, cultivados nas montanhas da Suíça, até sua morte em 1977.


Principais obras:
> Machenka (1926)
> A defesa (1930)
> Desespero (1934)
> A verdade vida de Sebastian Knight (1941)
> Lolita (1955)
> Pnin (1957)
> Fogo pálido (1962)
> Ada ou Ardor (1969)

Em 2001, foi publicada a coletânea "Nabokov's Butterflies", reunindo textos científicos e literários sobre as borboletas.


Em breve, resenhas de Lolita e Ada ou Ador! :)

Love
Nina