quinta-feira, dezembro 29, 2016

[Autor do Mês] Judie Castilho

Olá neblineiros!

Hoje, eu peguei o dia da Rapha!

Para apresentar o nosso autor do mês, autor não, autora, a linda da Judie Castilho, que acabou de lançar o Livro: O Beijo da Morte de forma física, até uns dias atrás o livro era encontrada em E-book na Amazon.com

O Nosso autor do mês foi reformulado, e vamos conhecer agora os autores, e se possivel ter resenhas deles dia 29 de todos os meses. Não é legal?



Biografia


Viveu a infância na pequena cidade de Cambuci, no interior do estado do Rio de Janeiro. Na adolescência, mudou-se para Niterói, região metropolitana do Rio, cidade onde passou a maior parte de sua vida, casou-se e teve seu filho, Nícolas.
Desde criança, sempre gostou de fantasias, e passava longos períodos criando e desenvolvendo em sua mente histórias das mais diversas, com mundos fantásticos e seres imaginários. Há alguns anos, uma destas histórias começou a visitar seu imaginário com uma frequência bem maior que o normal. Quanto mais tentava resistir a ela, mais e mais ela insistia em visitá-la. Tanto ela insistiu que Judie desistiu de resistir, e pôs-se a escrevê-la. Assim nasceu 'O beijo da morte’, o primeiro livro da saga ‘Sob a luz das galáxias’. E agora você pode conhecê-lo e viajar por seus encantos, aqui, nas páginas deste livro.

Abaixo, você confere as capas, lindas, dos livros da Judie.




O Beijo da Morte, foi lançado pela Chiado Editora e já está disponível nas melhores lojas.

terça-feira, dezembro 27, 2016

[Reassistindo] Animais Fantásticos e Onde Habitam

Olá neblineiros!

Hoje, eu "roubei" o dia da MAria Angélica, , e vim postar mais uma resenha, rs.

Vamos falar de Animais Fantásticos e Onde habitam. A Lua já fez uma resenha que você pode ler aqui, vamos lá?

Título Original:  Fantastic Beasts and Where to Find Them 
Diretor: David Yates
Nacionalidade: Britânico - Americano
Duração: 2h 13 min

☁ ☁ ☁ ☁ ☁



Sinopse: O excêntrico magizoologista Newt Scamander chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.

Quando foi anunciado  filme ano passado os potterheads foram a loucura! E eu fui uma delas, então quando fiquei sabendo que o filme ia lançar no dia 17 de Novembro aqui no Brasil imagina a empolgação da pessoa.


Animais Fantásticos, leva os fãs de volta ao mundo mágico, como diria a Luna: "As coisas que nos pertencem acabam voltando para nós. Bom, nem sempre da forma que esperamos".

Nos entramos em uma era da magia lá nos Estados Unidos onde o relacionamento entre os bruxos e os não - magis, não é muito bom, e claro somos apresentados a Newt Scamander, um  maziologista que chega a Nova York carregando uma maleta.

Assisti ao filme em 3D, o que deixou o filme na minha visão, ainda mais mágico. Cada minuto de ansiedade, cada centavo gasto valeu a pena.  

Falando em efeitos visuais, a Warner se superou nesse filme. Afinal, são muitos animais que existem apenas nos livros e mentes dos leitores e ve-los na telona é muito legal. 

Acredito que a "pegada" do filme não será apenas as expedições de Newt ao redor do mundo para catalogar os Aninais, vejo algo mais grandioso, como o porque de Gellert Grindelwald sser sitado no filme? Ok, nessa altura do campeonato todos sabem que o ator Johnny Depp, irá interpretar o bruxo. O que eu realmente achei sobre isso, eu espero sinceramente que ele consiga interpretar o 1º Bruxo das Trevas, mais temido pela comunidade mágica. 

Estou animada para o próximo filme, que será lançado em 2018, e isso me deixou bem triste. Mas, enquanto isso, podemos nos deliciar com o material que está sendo lançado pelas editoras Rocco e Galera Record. 

Abaixo, você pode conferir o trailer.


E vocês neblineiros, assitiram ao filme? Se sim, deixe aqui nos comentários o que acharam.

Até breve.

segunda-feira, dezembro 26, 2016

[Livro] A Cidade de Marshmellow

Olá neblineiros!

Faz um tempão que eu não apareço, por aqui e por isso resolvi trazer para vocês um livro que li ano passado e entrou na nossa lista de Melhores de 2015, que você pode ler aqui.

Título Original: A cidade de Marshmellow
Autor: Talys Cidreira
Páginas: 74

☁ ☁ ☁ ☁ ☁


Sinopse: Ao cair na piscina de sua casa, a pequena Yellow Blue vai parar num mundo encantador, todo ele construído de açúcar, e que fica perto de outro local tão diferente quanto, este feito inteiramente de sal. Em busca do caminho de volta, ela descobre que apenas RabittBee, o coelho responsável pelos ovos que contêm o segredo da vida num lugar tão doce, poderá ajudá-la. Só que ele desapareceu sem deixar vestígios.

O que dizer desse livro? De escrita e leitura fácil somos apresentados a pequena Yellow Blue, e a fantástica Cidade de Marshmellow. 

Talys, traz para os jovens leitores a importância em se ter equilíbrio no que se consome, aqui  exemplificado com o açúcar e o sal. 

A Cidade de Marshmellow, é apaixonante e doce. E, pela escrita estar voltada ao public mais jovem, ela pode ser lida em poucas horas, dependendo é claro do seu ritimo de leitura, eu ávida leitora li em duas horas.

Fiquei com um gostinho de quero mais.  Talys, apesar de ser um escritor que está apenas iniciando, nos mostra que os novos autores possuem muito potencial.

Porque 5 estrelas? Porque o autor traz para os pequenos reflexões que nós adultos temos que fazer sempre. O final é surpreendente, não é feliz, mas super justificado no contexto do livro.

Abaixo, você confere o booktrailer do livro:


Espero que tenham gostado. Até a próxima neblineiros. ;)






[HQ] Batman – Louco Amor



Olá pessoal, hoje vamos fazer uma resenha diferente. Vamos ver a primeira aparição nos quadrinhos de uma personagem que fez muito sucesso mundo a fora nesse ano: Harley Quinn. Para quem só passou a conhecer ela na representação da Margot Robbie no filme Esquadrão Suicida ou para os já familiarizados com ela, essa resenha vai trazer um pouco da origem da personagem e algumas dicas de leitura para quem gostar de conhecê-la um pouco mais.

  
Harley Quinn (ou Arlequina, chame como quiser) é uma das raras exceções no mundo dos quadrinhos, em que sua origem veio de fora para dentro desta mídia. Sua primeira aparição oficial veio da maravilhosa animação Batman: The Animated Series. Não há muito que se fazer a não ser elogiar essa série, que conseguiu fazer algo que muitas adaptações falham até hoje: entender, respeitar e ampliar o material original.

Desde seu episódio de estreia (#7, Joker’s Favor) ela chamou a imediata atenção dos fãs, pelo modo como se encaixava bem como ao lado do Coringa, desde sua fala, visual, manias e personalidade. Porém, junto com sua popularidade, veio o lógico questionamento de como uma garota linda, habilidosa e divertida estava tão devotada, até ao ponto de se apaixonar, com uma pessoa tão instável, imprevisível e psicótico (fora o fato de não ser nenhum tipo de galã sedutor) quanto o Coringa. 

Bem, essa resposta veio em menos de um ano, na HQ Louco Amor (1994), feita pelo próprio criador, Bruce Timm, e o roteirista, Paul Dini, da série animada. Os traços são bem cartunizados e coloridos, remetindo imediatamente a série animada, que é excelente pela própria qualidade visual que a série já tinha. O grande motivo que foi decidido contar essa história específica nos quadrinhos, e não direto na animação, foi pela censura de algumas cenas chaves (que são bem notadas quando tempos depois foi animada esta história na própria série), como por exemplo, cenas de conotação sexual, personagens ensanguentados e violência explícita contra mulheres.

A história se passa durante uma crise existencial que o Coringa está passando em criar o plano perfeito (“mais engraçado”) para derrotar o Batman em meio de todos os fracassos e frustrações. Harley tenta de tudo para animar seu amado, mas ele se irrita com sua impertinência e a expulsa do esconderijo. Nesse momento é apresentado seu flashback quando ainda era apenas a psiquiatra Harleen Quinzel, apresentando sua motivação para o que ela se tornou e o que ela pretende realizar no restante da história.

Esta é uma história sobre uma tragédia romântica. De uma jovem que sempre conseguiu o que queria com sua beleza e inteligência, mesmo que não fosse pelos meios convencionais. Que buscava novos desafios na sua vida pessoal e profissional, sentindo-se atraída por personalidade extremas e excitantes. E não havia ninguém que coubesse tão perfeitamente nessa descrição do que o notório criminoso Coringa.

Quando forem ler a história, percebam como Harleen, com todo seu orgulho e confiança, pensa que pode esquivar das artimanhas mentais do criminoso e conseguir, ineditamente, desvendar a mente perturbada dele. Mas na realidade é o Coringa que está dando as cartas, e, aos poucos, é ela que se abre com ele, permitindo que plante nela uma idéia em sua mente. A idéia de que a loucura que o Coringa abraçou é justificável, que num mundo onde há um vigilante que se veste de morcego para combater o crime à noite é um mundo em que não se deveria estranhar em ver alguém vestido de palhaço buscando encontrar seu próprio caminho na vida.

Coringa armou uma bomba dentro da mente de sua doutora, que tempos depois ela mesma acionou, dando a sensação que aquela escolha partiu exclusivamente de sua personalidade e raciocínio. Muito provavelmente nem o próprio Coringa soubesse o que Harleen se tornaria no dia que essa bomba explodisse, mas o resultado é o que vemos hoje: Harley Quinn.

Harley não é apaixonada exclusivamente pela pessoa que é o Coringa, mas sim o que ele representa para ela, a própria visão que ela o vê. Algo incompreendido pela sociedade, que é punido por ela por não seguir suas regras e valores morais, que pode por um sorriso no seu rosto apesar de todos os problemas.  E é neste ponto que está a tragédia que é a vida da Harley: ela acha que pode entender o que é incompreensível. 

Desde sua primeira aparição nos quadrinhos em 1940, o Coringa passou por várias mudanças, desde palhaço brincalhão até um homicida psicótico. Mas o que é fascinante sobre esse personagem é que todas essas fases fazem parte dele, são várias facetas de suas possibilidades infinitas. Isto porque a grande parte dos personagens no Universo Batman funciona mais como conceitos do que personalidades imutáveis. Há os aspectos básicos do que Bill Finger, Bob Kane e Jerry Robison criaram (característica físicas, background, mentalidade), mas o restante é o desenvolvimento das possibilidades para explorar o conceito deles. 

Se o Coringa é trabalhado pelo conceito da loucura, Espantalho do medo, Duas Caras da justiça, Charada do desafio intelectual, então Harley Quinn é o conceito do amor. O amor cego, inconsequente, irracional, incontrolável. Harley largou tudo o que tinha em nome do seu amor ao Coringa. Sua carreira, seu nome, sua personalidade, sua vida. E cada passo que tomava, se afundando mais no louco mundo que vivia o Coringa, mais longe e mais difícil era voltar. Mesmo que sofresse nas mãos da polícia, bandidos, Batman e até mesmo (ou principalmente) pelo Coringa. Tanto é que mesmo quando ela se afasta dele, ainda assume a identidade e características de Harley Quinn, porque já desaprendeu a ter qualquer outra personalidade fora essa.

O relacionamento entre Harley Quinn e o Coringa é um dos mais complexos e trágicos que eu já encontrei na literatura moderna. E mesmo não seguindo uma única linha de história canônica, isso só amplia as possibilidades de trabalhar esta tragédia, variando o tom e tema segundo o autor e a história. Por exemplo, há outras versões de seu background como as HQs Secret Origins: Harley Quinn, Batman: Harçey Quinn e New 52: Suicide Squad #7, como também a brilhante cena no jogo Arkham Origins. Mas todas mantêm o conceito primordial deste trágico relacionamento.

Eles são duas pessoas com sérios problemas mentais e emocionais, que podem em uma história portar-se como casal apaixonado planejando formar uma família (Batman Beyond: Return of the Joker), como em outra história um querer literalmente querer matar o outro (Batman: Harley Quinn). Harley Quinn ainda é uma personagem que funciona sozinha, mesmo sem a presença do Coringa, mas mesmo nessas histórias ainda há a ressonância direta do que esse relacionamento interfere e molda sua personalidade.

Vou me conter para contar algumas outras histórias dela, porque todas fazem parte do grande mito que é Harley Quinn, mas aconselho a quem gostou de Louco Amor a ler Batman: Harley Quinn (1999), Joker’s Asylum: Harley Quinn (2002) e Gotham City Sirens #19-21 (2009). Quem quiser ver algo mais profundo sobre a relação deles seria bom ler Injustice: Ano Dois #13 e Anual 1: Harley Quinn (2013), New 52: Harley Quinn #25 (2011) e New 52: Suicide Squad #14-15 (2012). Recomendo muito a animação Batman: Assault on Arkham (2014) para quem quiser ver uma ótima história em que Harley Quinn interage com o Esquadrão Suicida, Batman e Coringa.

Concluindo, nada dessas maravilhosas histórias surgiriam se Paul Dini e Bruce Timm não tivessem feito uma história tão boa quanto Louco Amor. Ela deu base e sobrevida à uma personagem já por mais de 20 anos, e que não apresenta sinais que já está datada ou esgotada para continuar a ser trabalhada.

sábado, dezembro 24, 2016

[FILME] Rogue One

Olá, pessoal!
Feliz Natal a todo! Que haja comilança pra todos nós haha
Pois bem, véspera de Natal, dia da ceia... e de resenha!
E a resenha de hoje é sobre um dos filmes mais esperados do ano: Rogue One!!!


Título Original: rogue One - A Star Wars Story

Direção: Gareth Edwars
Roteiro: Chris Weitz e Tom Gilroy


O filme estreou dia 15/12 e já foi assistido por um milhão de pessoas :O
É muita gente!

Basicamente, o filme conta a história de um grupo de rebeldes que rouba os planos de construção da Estrela da Morte. Após o eventos no Episódio III: A Vingança dos Sith, o Império varreu a república da Galáxia, instalando um regime ditatorial, cheio de terror e medo. Para combatê-lo, existe a Aliança Rebelde. O cientista imperial Galen Erson é o projetista da estação secreta chamada de Estrela da Morte, a maior arma já construída pelo Império. Porém, ele, secretamente, põe uma falha nela, imperceptível, mas que, se descoberta, pode destruí-la. E é aí que a Aliança entra. Através de mensagens secretas, a Aliança fica sabendo dessa estação e um grupo de rebelde parte rumo ao local onde esses arquivos estão armazenados na tentativa de destruir a Estrela e salvar a galáxia.
Nossa, como fã de Star Wars, eu AMEI o filme! Arrepiei quando apareceu "Há muito, muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...' e arrepiei quando certos personagens apareceram. Muito bom filme! Quero sim o dvd hahaha
A história é bem contada, as atuações, diálogos, personagens, tudo muito lindo! Apenas não gostei muito do final, mas tudo bem rs Não tira o fato de o filme ser sensacional! Recomendo, assistam!

segunda-feira, dezembro 19, 2016

[SÉRIE] Três Por Cento

Olá, pessoal!
Como vão?
Logo logo é Natal e logo logo 2017 chega!
Pois bem, a resenha de hoje será de uma série da Netflix, a primeira brasileira.
Falarei de Três Por Cento.
Resultado de imagem para 3% serie

Na verdade, essa série não é exatamente nova. Sei que tem (ou tinha) um episódio no youtube, mas recentemente foi adquirida pela Netflix.
Estreou dia 25/11, mas só pude ver ontem.
Mas do que se trata essa série?
 Numa sociedade futurista, os pobres  moram no Continente e os ricos no Maralto. Mas, quando se completa 20 anos, todos participam do processo, uma seleção rigorosa, na qual apenas 3% (dããã) dos candidatos vão pro Lado de Lá - como os do Continente chamam o Maralto.
O Processo é comandado por Ezequiel (João Miguel), que, após as entrevistas, recebe os candidatos em seu discurso inaugural. A trama acompanha alguns candidatos, como Michelle, Fernando, Joana, Rafael, Marco... sabemos um pouco sobre eles, seu passado, seus medos, seus sonhos, seus objetivos no processo... Todos querem ir pro Maralto, mas apenas três por cento vão conseguir.
Eu vi algumas críticas negativas em relação à série... mas eu gostei muito, quero logo a segunda temporada. Ok, pode não ser A série da Netflix, alguns acham as atuações ruins... Concordo em parte, nem todos podem ter atuado bem, mas sempre tem esses em todas as séries.João Miguel, Bianca Comparatto, Vaneza Alves (Joana) e Luciana Paes (Cássia), por exemplo, estão afiadíssimos. E, bem, alguns devem ter falado mal por puro Complexo de Vira-lata. Pô, parem de achar que tudo que é de fora é bom.
A trama me prendeu tanto que vi os oito episódios da temporada num dia só. e nunca faço isso, nunca tenho pique, sei lá. Mas 3% conseguiu.
A história me lembrou um pouco Jogos Vorazes haha Por causa da história de processo seletivo e por algo que acontece no Capítulo Quatro, se não me engano. Se eu falar por quê é spoiler haha
Enfim, eu gostei muito de 3%, recomendo mesmo.
Ah, a página do Facebook tem uma simulação da entrevista do Processo. Será que você faz parte dos 3%? haha Boa sorte.

sábado, dezembro 17, 2016

[Livro] Saga

Olá, Neblineiros. Venho resenhar esta semana sobre um livro pouco conhecido, apesar de escrito por um autor brasileiro muito famoso: Érico Veríssimo. Mais conhecido por títulos como ‘’Olhai os Lírios do Campo’’, ‘’Incidente em Antares’’ e principalmente pela trilogia ‘’O Tempo e o Vento’’, o escritor escreveu diversos outros livros, nem tão lembrados, apesar de queridos por seus fãs mais fervorosos, como eu. Um deles carrega o curioso título de ''Saga'', publicado em 1940 e adquirido por mim em um sebo há dois anos, junto com toda a coleção completa do autor.

Título Original: Saga
Autor: Érico Veríssimo
Páginas: 345

☁ ☁ ☁





Esta coleção, lançada na década de 60, contém em cada livro uma introdução feita por Veríssimo, onde ele comenta a leitura que está por vir e seu contexto de escrita. O autor classifica ''Saga'' como ‘’talvez o mais controvertido’’ de seus romances, relata que foi duramente criticado pela crítica da época e que o conteúdo político da história ‘’desagradou com igual intensidade tanto a esquerdistas como a direitistas’’. Também confessa que o livro foi escrito mais por pressão dos fãs do que por inspiração própria.

A história começa contando as aventuras de Vasco Bruno, um personagem trazido de outros romances do autor, ao se alistar para a Guerra Civil Espanhola, buscando fugir do marasmo da vida que vivia antes e conhecendo de perto os horrores das batalhas. Vasco narra o livro em primeira pessoa e detalha, fase por fase, os processos de alistamento, organização de batalhões, treinamento e por fim a ida para as trincheiras, dando início à Guerra em si. Neste processo, como em um diário de viagens, ele nos relata os mais variados tipos humanos que encontra durante a sua saga, destacando em especial o norte-americano Sebastian Brown, o argentino Garcia e o europeu Axel, com os quais faz amizade.

A trama segue sem um fio condutor definido ou qualquer pretensão aparente de nos prender a algum enredo fixo, Vasco apenas nos apresenta, no decorrer dos capítulos, seu olhar sob diversos casos decorridos da iminência do perigo. No entanto, após um sério acontecimento na metade da história, o enredo muda completamente, fazendo Vasco sair da Guerra, voltar ao Brasil e ter de rever seus parentes e amigos que deixou há mais de um ano, inclusive sua amada Clarissa. É aí que Érico Veríssimo, como de costume em sua obra, volta a reunir e embaralhar personagens de outros livros seus. Clarissa já foi personagem-título de seu primeiro romance: ‘’Clarissa'', em 1933. Vasco, seu primo, foi apresentado em ‘’Música ao Longe’’, onde a relação dos dois se iniciou, desenvolvendo-se melhor em ‘’Um Lugar ao Sol’’. Eles são amigos e vizinhos de Fernanda, uma das diversas personagens do livro ‘’Caminhos Cruzados’’; e Vasco, logo que retorna, torna-se confidente do Dr. Eugênio Fontes, protagonista do aclamado ‘’Olhai os Lírios do Campo’’. Recomenda-se portanto que a leitura de ''Saga'' seja acompanhada da dos livros citados.

A narrativa que se segue da metade para o final pode estranhar quem estava acostumado com as ações e descrições cruas do cenário da grande guerra na Europa, pois enfoca principalmente a dificuldade do protagonista em se restabelecer no ambiente urbano como pintor/ilustrador e suas reflexões a respeito da sociedade da época e suas hipocrisias. Por isso muitos consideram ''Saga'' como um livro promissor no início e decepcionante ao final.

É difícil para mim ser imparcial em uma resenha sobre um livro de Érico Veríssimo. Assumidamente meu escritor favorito, ele me conquista principalmente pela sinceridade com que conduz seu texto, seu modo de descrever as cenas e sua pouco óbvia criação de personagens, apesar dele mesmo admitir ter estereotipado alguns personagens de ''Saga''. Acredito que qualquer pessoa que se identifique com seu estilo peculiar de contar suas histórias vai adorar não só este como também todos os seus livros, mas quem antipatiza com sua forma de escrever pode não ser fisgado facilmente por este romance e ter a impressão de que sua história é pouco atraente.

Fica aqui então uma dica de leitura de sensível reflexão, cujo texto aborda não só as causas da guerra e seus males, como também assuntos pertinentes na época  relacionados à evolução e o progresso das grandes cidades e à modernização das relações sociais  que continuam ecoando no inconsciente coletivo até hoje, mais de setenta anos depois, levando à diversas conclusões, particulares ou não. A importância de ler e falar sobre ''Saga'' continua atual como nunca.

segunda-feira, dezembro 12, 2016

[filme] Fallen

Oi Neblineiros, tudo bem?
Quem me acompanha nas redes sociais viu que eu fui na Comic Con esse ano e lá eu pude conhecer a escritora Lauren Kate e a atriz Addison Timlin, a protagonista da saga Fallen nos cinemas. Legal né?




Depois deixarei AQUI o link do meu vídeo com elas na CCXP ok? 

Sexta-feira eu fui ver Fallen com alguns amigos e cá está minha opinião sobre o filme.


Para quem não sabe, Fallen é um YA, que aborda um romance sobrenatural envolvendo uma humana e anjos caídos, lançado em 2010 no Brasil. Eu o li em sua época de lançamento e reli em 2013 para fazer uma resenha para o blog. Agora, com a estreia do filme, me coloquei a reler a obra mais uma vez, então logo sai um [relendo] para vocês. 

Quem quiser ler minha resenha sobre Fallen, o 1º livro da saga, clique AQUI

O filme inicia nos apresentando Lucinda Price em sua chegada a um reformatório chamado Sword & Cross
Logo percebemos que ela não está lá por vontade própria e que algo sombrio aconteceu a ela. 
Luce rapidamente faz amizade com Penn e esta se torna sua companhia mais frequente durante a trama.  Na sword & cross, Luce conhece Daniel Grigori e Cam Briel e mais alguns adolescentes bizarros lá enclausurados.
Desde o inicio, Luce sente que conhece Daniel de algum lugar e não nega a atração estranha que sente por ele, mas ele, sempre se esquiva dela, não lhe dá atenção, apesar de parecer estar em toda parte. 
Por outro lado, o jovem Cam sempre está lhe dando atenções, flertando com ela e claramente tentando conquistá-la. 
Apesar disso, ela não consegue esquecer a sensação de ter um passado com Daniel. Então, com a ajuda de Penn, ela tenta descobrir um pouco mais sobre o passado de Daniel e uma coisa trágica acontece. 
Logo, Luce estará confrontando seu passado, descobrindo a verdade sobre anjos caídos, as sombras que a acompanham desde sua infância e enfrentando seu destino, enquanto escolhe um caminho no amor e confronta a verdade sobre seu amor de longas vidas por Daniel.

Vai agradar os fãs da saga? com toda certeza. Agradou quem nunca leu? hm... já não tenho certeza.

Vamos falar sobre pontos positivos e negativos. 

Do que eu gostei? 
Devo dizer que gostei da atuação da querida Addison Timlin no filme e apesar das adaptações sofridas na trama para adequar a história as telas, o filme se manteve fiel ao livro. Gostei muito da Penn também. Consegui sentir a essência da personagem na atuação.
Amei a fotografia do filme. As cores utilizadas, os cenários, são todos maravilhosos.

Do que eu não gostei? 
Do pouco envolvimento entre Ariane e Luce no filme; da pouca hostilidade entre Daniel e Luce; da pouca interação entre eles, o que fez com que várias pessoas que o assistiram sem ler a obra não captassem nenhum envolvimento entre eles; da forma parada como o filme se desenrolou, cansando os espectadores, ante a falta de ação; da fraca briga entre Daniel e Cam; senti falta de envolvimento dos demais personagens, alguns se tornam praticamente nulos no enredo da história, enfim...há vários pontos que não me agradaram.

nota:  ☁ ☁ 


sábado, dezembro 03, 2016

[Livro] Ciranda de Pedra

Olá neblineiros, estive ausente durante dois meses, mas agora volto com uma nova resenha, e dessa vez com um livro nacional de grande prestígio, lançado em 1954. O livro é narrado em primeira pessoa e apesar de curto (não chega a ter duzentas páginas), dividi-se em duas partes, encarando a infância e a juventude de sua protagonista e narradora. A história já rendeu duas releituras para a televisão como telenovelas, em 1981 e em 2008, pela TV Globo. Estou falando de Ciranda de Pedra, escrito por Lygia Fagundes Telles, membra há mais de trinta anos da Academia Brasileira de Letras e considerada uma das maiores escritoras brasileiras vivas, além de altamente premiada e elogiada pela crítica. O romance retrata a dura realidade de Virgínia, pela perspectiva da própria personagem em dois momentos: sua pré-adolescência e sua mocidade, utilizando-se de seus pontos de vista pessoais para contar a história.



Título Original: Ciranda de Pedra
Autora: Lygia Fagundes Telles
Páginas: 190

☁ ☁ ☁


Virgínia vive com sua mãe Laura, uma doente mental, na casa do doutor Daniel, o médico que a trata com extrema dedicação em razão do grande amor que os dois vivem e que motivou Laura a se separar de seu marido Natércio, um próspero advogado, e deixar com ele suas duas filhas mais velhas Otávia e Bruna, levando apenas a caçula. Virgínia é trazida eventualmente pela governanta Frau Herta à mansão de seu pai para conviver com as irmãs, que diferente dela, levam uma vida de muita fartura e riquezas. Otávia, a mais velha, é a mais despreocupada e fútil das irmãs, coleciona namorados e assim como sua mãe, gosta de pintura. Já Bruna, extremamente religiosa e moralista, tem personalidade fria e condena a atitude de sua mãe de se separar para viver com outro homem. As duas, diferente de Virgínia, não parecem ter grande afeto pela mãe.
As irmãs convivem com três amigos: o gentil Conrado, por quem Virgínia é apaixonada secretamente; a impetuosa Letícia, que mora com o irmão Conrado em uma mansão vizinha; e o debochado Afonso, que mora em uma chácara com os avós. Os cinco amigos Otávia, Bruna, Conrado, Letícia e Afonso formam o que Virgínia compara a uma ciranda de estátuas de anõezinhos de pedra localizada na frente da mansão de Natércio: um grupo fechado de amigos que não permite a entrada de mais ninguém à sua roda social, deixando a menina por vezes isolada do grupo e com um sentimento de inferioridade em relação a eles. Virgínia passa a criar então uma visão quase mitológica da Ciranda de Pedra, reforçada no livro pela sua visão ainda pré-adolescente e pouco madura da realidade.
É a partir da metade do livro que a história mostra sua maior cartada: depois de uma forte reviravolta em sua vida (que o colunista que vos escreve não irá revelar para não entregar um dos pontos altos da narrativa), Virgínia decide se afastar da realidade em que vive, pedindo para ser matriculada integralmente em um internato, fechando assim a primeira parte da narrativa. Depois de alguns anos, Virgínia, agora uma jovem madura, termina seus estudos e retorna ao convívio social, disposta a reencontrar e encarar de frente a Ciranda de Pedra. No entanto, com a ''cabeça'' e os pensamentos ampliados pela idade e suas experiências (o que reflete na narrativa), e um comportamento mais provocante e seguro, Virgínia surpreende os antigos conhecidos, os quais começa, aos poucos, descobrir que não eram tão perfeitos quanto imaginava a menina ingênua e acanhada que ela um dia tinha sido.


A novela Ciranda de Pedra (1981), exibida às 18h pela TV Globo. Em cena os personagens: Natércio (Adriano Reys), Laura (Eva Wilma) e Virgínia (Lucélia Santos, ao fundo). Esta versão, escrita por Teixeira Filho, limitou-se a adaptar a primeira parte do romance e mudar boa parte do enredo, não agradando à autora, mas conquistando o público.


Passada a apresentação da história, esta resenha aqui encontra uma dificuldade para prosseguir: se por um lado, a função deste espaço é apontar os aspectos positivos e negativos do livro analisado, em Ciranda de Pedra este trabalho torna-se praticamente inviável. Seria complicado achar qualquer defeito mínimo em um romance magistralmente escrito e que não deixa margem para nada menos do que a consagração de sua história e personagens no imaginário de quem o lê. A autora conduz o texto com tamanha sensibilidade, que a narrativa transcorre quase solta, sem amarras, envolvendo os leitores em seu próprio tempo, ritmo e espaço, pautados pela mente da personagem-narradora, Virgínia. Seu poder de captação das emoções é utilizado a favor do livro, mantendo o interesse pela história até a última linha e construindo uma obra onde pouco ou nada sobra; tudo corrobora em benefício do enredo.
Acredito que o livro não tenha uma mensagem específica a passar, suas interpretações podem ser das mais variadas porque seu universo é amplo e ilimitado. Creio apenas que encontramos no texto um profundo relato de uma personagem encantadora sobre a sociedade em que vive, mostrando como as transformações que sofremos ao longo de nossa vida moldam nossa capacidade de enxergar e julgar o espírito humano, sem estar preso a marcações temporais, conferindo ao texto uma universalidade e atemporalidade sublime.


A segunda versão de Ciranda de Pedra (2008), também exibida às 18h pela TV Globo. Em cena os personagens: Virgínia (Tammy di Calafiori), Laura (Ana Paula Arósio), Otávia (Ariela Massoti) e Bruna (Ana Sophia Folch). O adaptador, Alcides Nogueira, desenvolveu uma novela mais fiel ao romance original, obtendo aprovação da autora, mas recebendo uma tímida recepção do público.

sábado, novembro 19, 2016

[Filme] Animais Fantásticos e Onde Habitam



Olá, pessoal!
Como vão?
Hoje é dia de resenha!
E o que vou resenhar é um dos filmes mais esperados do anos!
Animais Fantásticos e Onde Habitam!


Que filme maravilhoso, pessoal! Eu amei! Amei demais! Quero rever! Quero ter o dvd!
Mas vamos ao que interessa!
Esse filme conta a história de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um bruxo britânico magizoologista que vai a Nova York para fazer pesquisa sobre suas criaturas.
No meio de sua jornada, algumas delas acabam escapando, o que é um problemão. Não por que algumas criaturas poem ser hostis, mas por que a sigilo dos bruxos em relação aos nomaj (ou trouxas) e muito mais rigoroso. Para reaver as criaturas fujonas, ele conta com a ajuda de Tina, Queenie e Jacob. Eles precisam agir rápido, pois essa confusão já causou a morte de um homem nomaj e o MACUSA ( governo bruxo) está atrás deles.

Bem, o filme estreou nessa quinta e tava louca pra assistir haha E a espera valeu a pena! Eu amei tudo! O elenco, a história, o roteiro... Tá tudo lindo! Assistam logo que puderem haha E mal posso esperar pro próximo! Amém, J.K Rowling <3

quarta-feira, novembro 16, 2016

[HQ] Homem-Aranha - Negócios de família

E hoje a resenha é diferente! É sobre uma HQ. Eu resolvi começar a resenhar as HQ's que leio já que todo tipo de leitura é válido, entretêm e pode viciar!


Negócios de família é uma espécie de graphic novel da marvel trazido ao Brasil pela Panini Comics. 

Os desenhos são incríveis e trazem um ar realista ao quadrinho, mas eu sou uma garota tradicional, então, esse estilo de desenho não me agradou muito. Talvez porque algumas páginas me deram a impressão de não serem tão nítidas quanto poderiam ser. Enfim, não sei explicar, mas não me agradou.

Quanto ao roteiro,,, bom, não é de todo ruim, mas, não é impactante também, sabe? É apenas "just more one storie". 

Nessa trama Peter Parker é surpreendido por uma "irmã que desconhecia até então e que o leva para uma aventura pelo mundo. Como a capa já denuncia, temos a participação do Rei do crime na trama rs
Confesso que fiquei meio confusa com o arco temporal dessa história, mas isso pode se dar ao fato de eu ainda ser bem noob no mundo das HQ's. 

Enfim, é uma boa leitura já que é uma HQ do spider man, mas não é aquela história imperdível, entende? 

E ai, quem já leu? comentem aqui suas opiniões sobre essa HQ.

nota:  ☁ ☁ ☁ 



terça-feira, novembro 15, 2016

[Filme] A garota no trem

Ontem eu fui assistir o comentado filme A garota no trem.

sinopse: Baseado no romance best-seller de Paula Hawkins. No suspense, Rachel, que está desolada por seu divórcio recente, passa seu tempo indo para o trabalho fantasiando sobre o casal aparentemente perfeito que vive em uma casa onde seu trem passa todos os dias, até que em uma manhã ela vê algo chocante acontecer lá e se torna parte de um mistério que se desdobra.
Dirigido por Tate Taylor, e estrelado por Emily Blunt A Garota no Trem é baseado no livro de Paula Hawkins e nos conta uma história que interliga a vida de três mulheres.
Já de inicio conhecemos Rachel, uma triste álcoólatra que passa horas e horas de seu dia viajando de trem de Ashbury a NY e bebendo no percurso enquanto analisa a vida das pessoas que vão passando por ela através da paisagem fornecida pela janela de seu assento no trem. 

Descobrimos que Rachel está depressiva por ter se divorciado recentemente e que junto com o costume de beber, ela adquiriu o hábito de vigiar a vida de um casal que ela idealiza como símbolo do amor e felicidade, até que um dia a mulher que ela tanto observa desaparece. 

Rachel sabe que viu algo, mas não consegue se lembrar exatamente do que aconteceu devido aos apagões que sofre pelo excesso de bebida que consome. Ela acorda coberta de sangue e sem memória sobre a noite do desaparecimento. Até onde ela pode estar envolvida no desaparecimento da mulher que a encanta? O que ela realmente viu?  É através desse mistério que o suspense sombrio de A garota no trem envolve você.

Contudo, se engana quem conclui que A garota no trem é apenas mais um filme de suspense. A trama tem toda uma carga dramática trazida pela história da personagem, que aos poucos nos é entregue, que te faz entender totalmente o porquê de Rachel precisar estar ali para conseguir dar uma nova motivação para a própria vida.

Na verdade, somos apresentados a 3 mulheres fortes, cada uma a seu modo, que sobreviveram a traumas que aos poucos nos são apresentados e nos ajudam a compreendê-las, assim como a seus dilemas internos que as fazem ser como as vemos hoje. 

Ponto positivo: adorei a fotografia do filme. Eu amo tons acinzentados então me senti extremamente confortável assistindo a trama.

Ponto negativo: em alguns momentos a história se tornava confusa pela desconexão entre os flashbacks apresentados e o que estava ocorrendo na trama.

nota:   ☁ ☁ ☁ ☁ ☁ 

domingo, novembro 13, 2016

[Livro] Os 13 Porquês

Olá, muito prazer! Meu nome é Raphaela, sou a nova colunista do blog e já vou estrear com uma resenha nada pequena, rsrsrs. Mas acredito que você leitor, à medida que for lendo, vai me entender. Para eu ser justa com a minha opinião preciso esclarecer algumas coisinhas. Te convido a me acompanhar nessa! Vamos?! ;)

Hoje vou falar um pouquinho sobre o livro “OS 13 PORQUÊS” do autor JAY ASHER. Esse livro já estava na minha lista há um bom tempo, no entanto, só fui cumprir a missão de lê-lo após ser o vencedor na enquete dos livros indicados para leitura do mês pelo meu Grupo de Leitores – CAIXA DE PÁSSAROS – de Londrina e Região, o qual você leitor(a) está mais que convidado a participar!


Como qualquer livro à espera numa lista de um leitor, conforme o tempo passa as expectativas aumentam, assim como tudo na vida. E por que eu te digo isso? Longe de querer desanimar alguém, eu tinha uma outra ideia do livro e/ou minha frustração se deve apenas a não corresponder minhas longas perspectivas. Então, é um livro ruim? De jeito nenhum! Embora minha classificação sejam três estrelas (médio), lembrando ser essa MINHA opinião. Todavia, o livro possui muitos pontos importantes e que devem ser levados a sério por todo leitor, INDIFERENTE se gostou ou não. E eu vou te explicar as razões.
O livro trata de um tema triste e desumano: o suicídio. E aqui eu faço um parêntese. O que leva uma pessoa a tirar sua própria vida? Muitos fatores, com certeza. Portanto, seja lá qual for o motivo, TODOS eles merecem atenção, certo? Bom, eu acredito nisso. E quero te confessar uma coisa. Mas antes, vamos lá, sobre o que é a história desse livro?
Não é spoiler nenhum dizer que a protagonista, Hannah Baker, cometeu suicídio o que já está anunciado desde o início. Conforme o título do livro, existem treze porquês que levaram a garota do colegial a cometer este ato lamentável. Se entende por esses treze motivos igual a treze pessoas que Hannah responsabiliza em diferentes situações e época de sua vida que a levaram tomar a pior escolha contra si. Pesado, não?! E como ela fez para responsabilizá-las? Observada a famosa capa do livro que é uma fita cassete (que aliás achei super original e retrô), Baker grava em sete fitas narrando o que se passou com cada uma dessas pessoas ou ainda o que cada uma delas fizeram contra ela. Essas fitas têm a missão de serem enviadas para cada pessoa citada. E pior que isso: cada uma delas é que devem mandar pelo correio para o “próximo da fila” que aparece na história, sob pena de se tornar divulgado para o mundo, deixando claro que todos da gravação estão sendo observados.
Clay Jensen, para sua surpresa, recebe o pacote de fitas dentro de uma caixa de sapatos entregue pelo correio. Assustado e ao mesmo tempo curioso resolve ouvi-las. Mas o que Clay não imaginava é que sairia dali a voz da sua colega de escola morta há duas semanas por overdose de remédios. À medida que o personagem vai ouvindo cada uma daquelas fitas, fica ‘decretado’ que nunca mais sua vida será a mesma, prova disso é quando a gravação cita finalmente o seu nome depois de muito se perguntar, tanto ele quanto o leitor tomado pelo suspense, o que afinal Clay fez para contribuir com sua morte?
Agora sim leitor posso te confessar. Quando comecei a ler “Os 13 porquês”, eu que não sou mais uma colegial há um bom tempo e que não ouso dizer minha idade rs, me deparei com aquelas antigas questões da época de escola que todo jovem-adolescente já passou ou vai passar. Eu não sei se você está nesse período, mas se já for um adulto como eu, acredito que vai conseguir voltar ao tempo e lembrar de algumas (ou muitas) pessoas nada agradáveis, rs. Eu sei que cada um tem uma história para contar, não querendo generalizar, acredito que a maioria delas são histórias que um dia de alguma forma mexeram conosco, entretanto, em uma época que éramos ainda muito imaturos, sem muita consciência dos absurdos que fazemos/falamos, até que um belo dia crescemos e estamos muito mais fortes para enfrentar ou proferir blasfêmias. O que eu quero dizer é: todo mundo (ou a grande maioria) passa por isso. E eu sei que vai concordar, caso contrário, você é um sortudo, rs.
Assim foi a leitura para mim no começo, com essas sensações e lembranças. Eu queria falar para aquela garota, Hannah Baker, que ela é uma ridícula por tirar sua própria vida por esses motivos. (Aliás, seja qual for o motivo essa NUNCA será a melhor opção.). Que com certeza não foi nada legal o que fizeram, mas que nem por isso precisava se matar. Contudo, essa sou eu, adulta, numa mente muito mais madura que a da personagem. E tenho que admitir que cada um sabe o que se passa consigo. Somente você sente a sua dor. Quando somos adolescentes vivemos naquele mundo onde tudo parece ter um grau mais elevado, não é? É natural. Portanto, como fazer esse mesmo jovem-adolescente entender que isso tudo vai passar um dia?
Porém, prestou atenção quando eu disse “Assim foi a leitura para mim no COMEÇO.”? Pois é. Até que eu realmente me colocasse no lugar dela, eu precisei ler mais algumas páginas. O fato é que um “problema” que aparentemente pareça mínimo por um certo tempo, pode se tornar uma enorme bola de neve. Hoje é esse tal problema. Amanhã é MAIS um outro. Ou mesmo daqui quinze minutos. E é justamente essa bola de neve que o leitor acompanha crescer conforme Jensen vai ouvindo as fitas. Logo, minha confissão: Chegou um momento que apesar de não ser para mim a melhor leitura, o livro alcança uma seriedade que é impossível recusar a atenção. Pontos como exclusão, bullying, o poder que uma fofoca pode gerar, depressão, e até mesmo crimes.
Caro leitor, é exatamente isso o que acontece com a personagem. Aqueles treze motivos ou pessoas responsáveis pela sua morte contribuíram DIRETA ou INDIRETAMENTE para uma bola de neve que teve por consequência um suicídio. É impossível, ou melhor, insensível que o espectador dessa história não vá sentir um pouco das dores e ter aquele sentimento tão repulsivo: pena. Agora não falo especificamente do suicídio mas do que ALGUMAS daquelas pessoas relatadas fizeram contra ela. Porque tem histórias E histórias ali. Algumas são REALMENTE chocantes para qualquer pessoa digna de um bom caráter.
Mas então você deve estar se perguntando? “Afinal, o que NÃO tornou a história boa pra você?” Pois bem. Não creio que há algo errado com a história. Eu acredito que cada livro tem um momento certo para entrar em nossas vidas. E para mim esse é o ponto. Se eu fosse a leitora de dez anos atrás, poderia ter me identificado muito melhor: ambiente de escola, colegas que conseguem superar a cada idiotice, pais que parecem nunca nos entender, e por aí vai. Aquele velho filme... Foi uma leitura arrastada? Pra mim foi e olha que o livro é curto. E quanto a escrita do autor na minha opinião foi nada mais e nada menos que OK. A dinâmica/entrosamento entre o que Clay ouve e, ao mesmo tempo, os seus pensamentos descritos na primeira pessoa mais a junção de algumas falas suas com outros personagens é uma ideia boa. Mas na prática não me manteve interessada a continuar virando a página. Exceto para saber o que ele fez. Parte da escrita, principalmente nos diálogos, não vi razão de ter, ou poderiam ser um pouco mais construtivos. Quanto aos lugares, detalhes de ambiente, o escritor soube aprimorar a imaginação. Há elementos ricos que fortalecem sim a criatividade do leitor.
Além disso, há um outro ponto que me pesou. Infelizmente não há como eu aprofundar nele sem dar spoiler. Então só vou comentar por cima. Há duas pessoas, explicações contadas pela personagem do motivo delas estarem ali na sua lista das gravações, que eu particularmente achei egoísta. Ou melhor dizendo, se é que tinham motivos para estarem ali. Como não posso falar muito vou dizer uma coisa que aprendi para definir essa minha queixa: Cada um dá aquilo que pode dar. SIMPLES. A atenção que é cobrada nem sempre é honesta. Temos todos um limite. Ninguém é igual a você. Parece óbvio, mas para algumas pessoas ainda não caiu a ficha. Isso não faz de ninguém uma pessoa boa ou má. Uma pessoa culpada ou inocente. E muito menos merecedora de uma caixa de fitas cassete com seu nome sendo acusado de responsabilidade num suicídio.
Volto a dizer que senti pena dela por diversas circunstâncias e pontuei em várias a sua razão, embora não podemos esquecer que estávamos lendo o seu ponto de vista e, mesmo com os comentários de Clay, em diversas situações expostas ele não estava presente nos fatos narrados, o que acaba se tornado apenas a sua opinião sobre o caso. E quando esteve, minha dica ao leitor é para observar o grau de relação que eles tiveram e ainda em qual ambiente(s)/momento(s) essas mesmas relações aconteceram. Foi(ram) duradoura(s) ou não? Ouro fator importante é que considero que a escolha de tirar sua própria vida já demonstra ser uma pessoa que não está em seu juízo perfeito. Como eu disse, em dois casos achei simplesmente egocêntrica em ousar a mandar um recadinho desses sem no mínimo pensar como a vida daquelas pessoas poderiam mudar. Plantar um sentimento negativo errôneo para sempre naquelas pessoas. E sem direito a defesa. Com certeza ela não estava pensando bem (com inteligência) naquele momento. Todavia, o que aquelas pessoas da gravação escutaram ficará marcado para sempre, deixando de importar o estado de Hannah como justificativa. O que foi dito não tem como voltar atrás. Mas é claro que - volto a repetir - alguns são merecedores daquela análise de consciência para o resto da vida. Outros não. E são por esses que deixo meu pesar e compreensão.  
Ainda sim considero o livro interessante por tratar desse tema tão triste e que infelizmente acontece na vida de muitas famílias, pessoas próximas de nós, amigos. O que eu levo desse livro é que temos que nos policiar mais com os nossos atos, com o que dizemos, com nossas omissões. Um pequeno detalhe pode ser a porta para um desastre. No entanto, até que ponto somos responsáveis pelo que deixamos no outro? Sim, porque acredito que existe uma linha muito tênue entre tomar cuidado com nossas atitudes e sermos responsáveis pelo que o outro sente. E aí parto para o princípio de que temos a obrigação de cuidarmos de nós mesmos de uma forma única que nem pai e mãe conseguem. Isso se chama respeito com nós mesmos ou amor próprio, como quiser. E isso é DEVER de cada um e que, infelizmente, não nos ensinam nas escolas.
Hannah Baker estava mergulhada em uma confusão de sentimentos a qual ela responsabilizou pela sua morte treze pessoas. TREZE.
Quase todas tão imaturas quanto ela.
Termino essa resenha com duas perguntas:
Até que ponto todos eles têm culpa pelo seu suicídio? Até que ponto as coisas que fizeram foram determinantes ou intencionadas para a escolha de Hannah Baker tirar sua própria vida?

Eai, ficou com vontade de ler?! Embarca nessa e me conta depois o que achou! E se você já leu, vou adorar saber sua opinião!!

Grande beijo, até a próxima!
Com amor, Rapha. 

Leia também a resenha da nossa colunista Bruna Constantino sobre o mesmo livro:
http://www.livroeneblina.com/2013/02/os-13-porques.html         


sábado, novembro 12, 2016

[Livro] Harry Potter e a Criança Amaldiçoada



Olá, pessoal!
Como vão?
Bem, hoje a resenha da vez é a da peça de teatro escrita pela minha autora favorita: J.K. Rowling <3
Vou falar sobre Harry Potter e a Criança Amaldiçoada!

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Título OriginalHarry Potter and the Cursed Child - Part I and II
Autor: J. K. Rowling, John Tiffany and Jack Thorne
Páginas: 352
☁ ☁ ☁

Bem, essa peça é como uma oitava história, e ocorre após Harry Potter e as Relíquias da Morte. Quando foi anunciada que uma peça seria escrita pela Jo e se passaria após o último livro, o mundo potterhead foi à loucura e os ingressos se esgotaram nos dias em que ficou em cartaz. E as críticas foram só elogios. Até que foi anunciado que o roteiro seria lançado. Aqui no Brasil ocorreu no Halloween haha
A trama começa bem onde a última parou: na Estação King's Cross, plataforma 9 3/4, com Harry, Rony e Gina levando os filhos para embarcarem no Expresso de Hogwarts <3 Vemos como eles estão, no que trabalham, etc. Mas a trama se centra no filho mais novo de Harry: Alvo Severo. Veremos como ele vai se sair em seu primeiro ano em Hogwarts. Se eu contar mais é spoiler haha
Estava louca pra ler, mas tive de esperar lançar em português porque meu inglês é uma bosta <//3 Mas enfim, lançou e li.
E o que achei?
Bem... Não gostei tanto assim. A ideia de ter uma nova história, após o final, contada de outra forma é brilhante. Brilhante. As críticas aclamaram a peça, super adoraria ter assistido.
Mas eu acho que o fato de ser publicado como roteiro e não prosa pode ter prejudicado um pouco isso. Por exemplo: ao ler Romeu e Julieta, você não sente o drama como vendo o filme ou assistindo à peça, sabe? A emoção que Jo transmitiu nos livros de Harry Potter não existe. Quero dizer, roteiros não dizem o se passa na cabeça do personagem. As emoções ficam a cargo de atores e diretores. Acho que isso explica o fato de a peça ser aclamada, mas quem eu conheço que leu o livro não gostou.
O fato de ser um roteiro não impede de a história ser brilhante. mas aqui não é caso. A história contada parece mais a segunda temporada de Flash, e isso não é elogio. Quem assiste entenderá. Sem falar que tem cada acontecimento bizarro. Bizarro.
Enfim, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada foi abaixo do que esperava. Talvez por que esperei demais haha
Agora cabe a vocês erem pra ver se concordam ou não comigo :D